Por Lucas Barata Machado.
Desde 2009 a banda Colombia Coffee batalha por um lugar, um pódio no meio da cena musical nacional e, se com o lançamento do primeiro EP intitulado “Coisas que não são” isto não foi alcançado, é com o mais novo trabalho da banda que eles se firmam no meio do oceano de bandas que navegam incessantemente no mercado musical brasileiro. “Pran”, o mais novo EP lançado em meados deste ano de 2011 é uma obra que chama a atenção pelo seu ritmo muito mais marcado pelos riffs e batidas dançantes que o trabalho anterior. Ainda que simples, o EP é cheio de pequenos detalhes que dão um maior sabor a cada música. Os vocais são melodiosos e por todo o álbum há pequenos coros que realçam sua sonoridade. Um exemplo disso é a logo a primeira música, chamada “O Nada Típico Romance de Paris”, que nos é revelado de cara as influências da banda. As guitarras bem melódicas estão por toda a canção, um ótimo trabalho de Deborah que parece acertar com sua criatividade a cada nota. Após essa, temos “Ainda Há Mistérios Nessas Calças e Blusas”, que é muito mais marcada pela sua batida e os cowbells frenéticos de Denis e um refrão marcante, além de um riff de contrabaixo sensacional que sustenta a música. Ela até virou clipe e já está disponível no youtube para quem quiser ver e se divertir com a algazarra que estes três músicos construíram. “Sobre O Que É Desenfreado” é, sem sombra de dúvida, a música mais pegajosa do EP. A melodia fica na cabeça desde o primeiro momento, assim que Caio solta a voz e cospe “Eu não sei se vou mais tomar tanto cuidado, olhar para os lados, às vezes não é bom”. Outra faixa bem dançante, deixando explícito que o que a banda quer mesmo é te fazer se divertir e curtir, seja aonde for, seja com quem for. Ela acaba como começa, como um estrondo, uma porrada que te invade a cabeça e desnorteia. Para finalizar “Pran”, nos restam duas músicas: “Sempre Assim” e “Nunca Muito Decente”. A primeira acalma o vendaval das três anteriores, sendo mais suave num lance de sintetizadores e pequenos corais e “papará parara”. Diria que é a faixa mais trabalhada do álbum pois é cheia de pequenos detalhes sonoros que constroem a música, trazendo à tona a influência de bandas como The Strokes do Power Trio. Os pequenos fraseados, os teclados, tudo parece ter sido excepcionalmente planejado para que “Sempre Assim” se tornasse algo tão belo. E pra fechar a obra, vem “Nunca Muito Decente” numa levada bem Arctic Monkeys. Um riff forte acompanhado de batidas dançante, algo que se mostrou presente em todo o EP. Poderosa, ela se encarrega de fechar “Pran” bem, sem deixar aquele ar de sobra que acontece com muitas bandas. “Pran” possui um nível de qualidade que deveria ser tido como o mínimo aceitável em meio as tantas bandas independentes do Brasil. Ele não só é um exemplo de qualidade sonora, é também um exemplo de profissionalismo, mostrando que uma banda não garante sua competência pelo número de integrantes, e sim pelo talento de cada indivíduo e o que ele traz para a ela.
Desde 2009 a banda Colombia Coffee batalha por um lugar, um pódio no meio da cena musical nacional e, se com o lançamento do primeiro EP intitulado “Coisas que não são” isto não foi alcançado, é com o mais novo trabalho da banda que eles se firmam no meio do oceano de bandas que navegam incessantemente no mercado musical brasileiro. “Pran”, o mais novo EP lançado em meados deste ano de 2011 é uma obra que chama a atenção pelo seu ritmo muito mais marcado pelos riffs e batidas dançantes que o trabalho anterior. Ainda que simples, o EP é cheio de pequenos detalhes que dão um maior sabor a cada música. Os vocais são melodiosos e por todo o álbum há pequenos coros que realçam sua sonoridade. Um exemplo disso é a logo a primeira música, chamada “O Nada Típico Romance de Paris”, que nos é revelado de cara as influências da banda. As guitarras bem melódicas estão por toda a canção, um ótimo trabalho de Deborah que parece acertar com sua criatividade a cada nota. Após essa, temos “Ainda Há Mistérios Nessas Calças e Blusas”, que é muito mais marcada pela sua batida e os cowbells frenéticos de Denis e um refrão marcante, além de um riff de contrabaixo sensacional que sustenta a música. Ela até virou clipe e já está disponível no youtube para quem quiser ver e se divertir com a algazarra que estes três músicos construíram. “Sobre O Que É Desenfreado” é, sem sombra de dúvida, a música mais pegajosa do EP. A melodia fica na cabeça desde o primeiro momento, assim que Caio solta a voz e cospe “Eu não sei se vou mais tomar tanto cuidado, olhar para os lados, às vezes não é bom”. Outra faixa bem dançante, deixando explícito que o que a banda quer mesmo é te fazer se divertir e curtir, seja aonde for, seja com quem for. Ela acaba como começa, como um estrondo, uma porrada que te invade a cabeça e desnorteia. Para finalizar “Pran”, nos restam duas músicas: “Sempre Assim” e “Nunca Muito Decente”. A primeira acalma o vendaval das três anteriores, sendo mais suave num lance de sintetizadores e pequenos corais e “papará parara”. Diria que é a faixa mais trabalhada do álbum pois é cheia de pequenos detalhes sonoros que constroem a música, trazendo à tona a influência de bandas como The Strokes do Power Trio. Os pequenos fraseados, os teclados, tudo parece ter sido excepcionalmente planejado para que “Sempre Assim” se tornasse algo tão belo. E pra fechar a obra, vem “Nunca Muito Decente” numa levada bem Arctic Monkeys. Um riff forte acompanhado de batidas dançante, algo que se mostrou presente em todo o EP. Poderosa, ela se encarrega de fechar “Pran” bem, sem deixar aquele ar de sobra que acontece com muitas bandas. “Pran” possui um nível de qualidade que deveria ser tido como o mínimo aceitável em meio as tantas bandas independentes do Brasil. Ele não só é um exemplo de qualidade sonora, é também um exemplo de profissionalismo, mostrando que uma banda não garante sua competência pelo número de integrantes, e sim pelo talento de cada indivíduo e o que ele traz para a ela.



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