Por Lucas Barata Machado.
Eis que o meu sábado e o de muita gente que saiu de suas casas para conferir o Festival da Música de Niterói não foi ruim. O evento rolou dia 17 de setembro perto da UFF lá pela tardinha e foi tudo bem. Cerveja enchia o local e não faltou churrasco de gato pra amansar a voraz larica da plateia que até então fora ver o show de algumas bandas regionais de certo prestígio. Entre elas, vinda direto de Pindamonhangaba após rodar por horas durante a madrugada até chegar em Niterói, estava a Colombia Coffee.
Louvável foi a garra do trio que está rodando por todo Brasil na tour de seu mais novo trabalho, o EP “Pran”, disponível para download no site da banda. Cheguei por volta das 19h e fiquei por lá, bebendo e me divertindo ao som das bandas que se apresentavam. Algumas boas, outras aceitáveis, enfim, todos esperavam pela hora em que o trio o qual o nome, segundo o próprio baixista e vocalista, veio de um romance bogotano que teve iria subir no palco e nos satisfazer tocando músicas inéditas e as faixas de seu primeiro trabalho chamado “Coisas Que Não São”. Deu o horário e eu pude ver do que se tratava: eles esbanjam profissionalismo. Um equipamento muito bom e, mais importante, que eles sabiam usar. Percebi que eles gostam de passar a energia e cada detalhe do estúdio para o palco, o que deixa a performance bem preenchida e não crua. Gostei da atitude e, depois de alguns minutos de espera devido à arrumação de toda parafernália eletrônica, eles começaram o show.
Abriram o show com uma música do primeiro Ep, “Cine Ideal”, e o fizeram com bastante energia. Tudo estava certo, não houve nenhum erro e a plateia gostava do que estava ouvindo. Logo todos começaram a dançar no ritmo da música e a cantar juntos, uma recepção e tanto. No entanto, as coisas começaram a dar errado.
Lá pra o meio da segunda música, o equipamento (não o da banda, mas o do show) começou a falhar e tudo parou pela primeira vez. Alguns segundos depois, a banda retomou de onde estava e seguiu a diante. Infelizmente, isso se sucedeu por uma segunda, terceira, quarta vez, até que em uma das melhores músicas da noite chamada “O Nunca Típico Romance de Paris”, todo o equipamento morre por um longo tempo. A frustração estava visível no rosto do vocalista e baixista, Caio, e, após minutos de espera, tudo volta e eles continuam seu número.
Deixando de lado a precariedade do equipamento do festival, a Colombia Coffee fez um ótimo show. Gozando de profissionalismo, eles souberam fazer com que um show conciso de apenas meia hora de duração fosse animado e eletrizante, deixando o público com vontade de conhecer melhor a banda e seu acervo. Todos são ótimos instrumentistas e até o músico de apoio que está os acompanhando se mostrou muito eficiente. Este foi mais um atestado de que a banda sabe fazer um show ao seu modo, trazendo cada elemento do EP para o ao vivo, enchendo o som e animando toda a galera com seu material cativante. Sem dúvida, um show de qualidade. Toda sorte para a Colombia Coffee que vai percorrer grande parte do Brasil de carro para poder mostrar seu som a todos, e que os locais aonde tocarem tenham uma maior consideração por eles, dando-os condições de se apresentarem magnificamente.


