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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Festival da Musica em Niteroi

Por Lucas Barata Machado.

Eis que o meu sábado e o de muita gente que saiu de suas casas para conferir o Festival da Música de Niterói não foi ruim. O evento rolou dia 17 de setembro perto da UFF lá pela tardinha e foi tudo bem. Cerveja enchia o local e não faltou churrasco de gato pra amansar a voraz larica da plateia que  até então fora ver o show de algumas bandas regionais de certo prestígio. Entre elas, vinda direto de Pindamonhangaba após rodar por horas durante a madrugada até chegar em Niterói, estava a Colombia Coffee.
Louvável foi a garra do trio que está rodando por todo Brasil na tour de seu mais novo trabalho, o EP “Pran”, disponível para download no site da banda. Cheguei por volta das 19h e fiquei por lá, bebendo e me divertindo ao som das bandas que se apresentavam. Algumas boas, outras aceitáveis, enfim, todos esperavam pela hora em que o trio o qual o nome, segundo o próprio baixista e vocalista, veio de um romance bogotano que teve iria subir no palco e nos satisfazer tocando músicas inéditas e as faixas de seu primeiro trabalho chamado “Coisas Que Não São”. Deu o horário e eu pude ver do que se tratava: eles esbanjam profissionalismo. Um equipamento muito bom e, mais importante, que eles sabiam usar. Percebi que eles gostam de passar a energia e cada detalhe do estúdio para o palco, o que deixa a performance bem preenchida e não crua. Gostei da atitude e, depois de alguns minutos de espera devido à arrumação de toda parafernália eletrônica, eles começaram o show.
Abriram o show com uma música do primeiro Ep, “Cine Ideal”, e o fizeram com bastante energia. Tudo estava certo, não houve nenhum erro e a plateia gostava do que estava ouvindo. Logo todos começaram a dançar no ritmo da música e a cantar juntos, uma recepção e tanto. No entanto, as coisas começaram a dar errado.
Lá pra o meio da segunda música, o equipamento (não o da banda, mas o do show) começou a falhar e tudo parou pela primeira vez. Alguns segundos depois, a banda retomou de onde estava e seguiu a diante. Infelizmente, isso se sucedeu por uma segunda, terceira, quarta vez, até que em uma das melhores músicas da noite chamada “O Nunca Típico Romance de Paris”, todo o equipamento morre por um longo tempo. A frustração estava visível no rosto do vocalista e baixista, Caio, e, após minutos de espera, tudo volta e eles continuam seu número.
Deixando de lado a precariedade do equipamento do festival, a Colombia Coffee fez um ótimo show. Gozando de profissionalismo, eles souberam fazer com que um show conciso de apenas meia hora de duração fosse animado e eletrizante, deixando o público com vontade de conhecer melhor a banda e seu acervo. Todos são ótimos instrumentistas e até o músico de apoio que está os acompanhando se mostrou muito eficiente. Este foi mais um atestado de que a banda sabe fazer um show ao seu modo, trazendo cada elemento do EP para o ao vivo, enchendo o som e animando toda a galera com seu material cativante. Sem dúvida, um show de qualidade. Toda sorte para a Colombia Coffee que vai percorrer grande parte do Brasil de carro para poder mostrar seu som a todos, e que os locais aonde tocarem tenham uma maior consideração por eles, dando-os condições de se apresentarem magnificamente.

Resenha Colombia Coffe - EP Pran

Por Lucas Barata Machado.

Desde 2009 a banda Colombia Coffee batalha por um lugar, um pódio no meio da cena musical nacional e, se com o lançamento do primeiro EP intitulado “Coisas que não são” isto não foi alcançado, é com o mais novo trabalho da banda que eles se firmam no meio do oceano de bandas que navegam incessantemente no mercado musical brasileiro. “Pran”, o mais novo EP lançado em meados deste ano de 2011 é uma obra que chama a atenção pelo seu ritmo muito mais marcado pelos riffs e batidas dançantes que o trabalho anterior. Ainda que simples, o EP é cheio de pequenos detalhes que dão um maior sabor a cada música. Os vocais são melodiosos e por todo o álbum há pequenos coros que realçam sua sonoridade. Um exemplo disso é a logo a primeira música, chamada “O Nada Típico Romance de Paris”, que nos é revelado de cara as influências da banda. As guitarras bem melódicas estão por toda a canção, um ótimo trabalho de Deborah que parece acertar com sua criatividade a cada nota. Após essa, temos “Ainda Há Mistérios Nessas Calças e Blusas”, que é muito mais marcada pela sua batida e os cowbells frenéticos de Denis e um refrão marcante, além de um riff de contrabaixo sensacional que sustenta a música. Ela até virou clipe e já está disponível no youtube para quem quiser ver e se divertir com a algazarra que estes três músicos construíram. “Sobre O Que É Desenfreado” é, sem sombra de dúvida, a música mais pegajosa do EP. A melodia fica na cabeça desde o primeiro momento, assim que Caio solta a voz e cospe “Eu não sei se vou mais tomar tanto cuidado, olhar para os lados, às vezes não é bom”. Outra faixa bem dançante, deixando explícito que o que a banda quer mesmo é te fazer se divertir e curtir, seja aonde for, seja com quem for. Ela acaba como começa, como um estrondo, uma porrada que te invade a cabeça e desnorteia. Para finalizar “Pran”, nos restam duas músicas: “Sempre Assim” e “Nunca Muito Decente”. A primeira acalma o vendaval das três anteriores, sendo mais suave num lance de sintetizadores e pequenos corais e “papará parara”. Diria que é a faixa mais trabalhada do álbum pois é cheia de pequenos detalhes sonoros que constroem a música, trazendo à tona a influência de bandas como The Strokes do Power Trio. Os pequenos fraseados, os teclados, tudo parece ter sido excepcionalmente planejado para que “Sempre Assim” se tornasse algo tão belo. E pra fechar a obra, vem “Nunca Muito Decente” numa levada bem Arctic Monkeys. Um riff forte acompanhado de batidas dançante, algo que se mostrou presente em todo o EP. Poderosa, ela se encarrega de fechar “Pran” bem, sem deixar aquele ar de sobra que acontece com muitas bandas. “Pran” possui um nível de qualidade que deveria ser tido como o mínimo aceitável em meio as tantas bandas independentes do Brasil. Ele não só é um exemplo de qualidade sonora, é também um exemplo de profissionalismo, mostrando que uma banda não garante sua competência pelo número de integrantes, e sim pelo talento de cada indivíduo e o que ele traz para a ela.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

COLOMBIA COFFEE - Bons Garotos